Amar como Jesus amou

Minha alegria é fazer a Vontade de Deus

  • Eis Que Venho, Senhor, Com Prazer Faço a Vossa Vontade

«Era atéia, busquei no budismo porque era “cool” e acabei na Igreja católica»

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on maio 28, 2012
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ReligionenLibertad.com

Encontrou Deus lendo sobre o genoma

More about Misty

Misty e seu marido agnóstico se embarcaram em busca da verdad. Covidavam para cear pessoas de distintas religiões e lhes faziam perguntas. Visitavam suas comunidades. E estudavam seus ensinamentos. Às vezes a comunidade era atrativa, mas a doutrina contraditória.

Pablo J. Ginés/ReL – 22 maio 2012 – religionenlibertad.com

“Nunca quis ser católica, nem sequer queria ser cristã. Quando meu marido me convenceu de que me somasse em sua busca espiritual há 15 anos, através de religiões grandes e pequenas, o fiz sobretudo por contentá-lo”, explica a norte-americana Misty em seu testemunho de CatholicSistas.

“Eu estava vivendo há mais de dez anos como uma atéia declarada, não podia pensar que existisse A Verdade, nem muito menos que se pudesse encontrar. Não podia aceitar que Deus fosse real”, recorda do início de seu itinerário.

Até Deus, lendo sobre o genoma

“Um dia, lendo um artigo sobre o projecto genoma humano -eu escrevia sobre temas técnicos- senti a necessidade de contemplar minha mão. O que antes era uma engenhosa máquina de carne e osso agora se revelava como um puro milagre da criação. Foi exatamente nesse momento: um segundo antes eu era atéia; no seguinte, era crente. Soube com absoluta certeza que só um desenhista inteligente (Deus) podia ter criado algo tão maravilhoso como eu”.

Porém uma coisa é o deus dos deístas (Que ou aquele que crê em Deus sem aceitar religião nem culto….), um relojoeiro que põe em marcha a Criação e se retira, irrelevante na vida, e outra coisa é um Deus pessoal que intervém e se relaciona com suas criaturas.

Misty tinha amigos meramente deístas, mas para ela “era impensável que Deus criasse um universo glorioso, com gente assombrosa, como meu esposo, para depois retirar-se. Dava-me conta de que a beleza que enchia de lágrimas meus olhos inclusive quando era atéia podia interpretar-se só como um cuidado pessoal de um Deus que ama e se deleita com sua criação. Criou a terra majestosa, nos deu a alegria da música e uma mente para apreciá-la, não tinha sentido que o fizesse para dar-lhe as costas”.

Convidando para ceiar: perguntas com respeito

“Assim que meu esposo agnóstico e eu começamos a fazer perguntas as pessoas que diziam saber algo de Deus: os crentes. Todos os crentes. Cada vez que encontrávamos uma pessoa de feé, lhe convidávamos a ceiar e respeitosamente lhe assediávamos com perguntas. Visitamos suas igrejas e templos, fomos ao seu culto, líamos ad nauseam sobre o que acreditavam e porque e como viviamn suas crenças”.

“O que a princípio mais nos atraía era o budismo, sem dúvida porque celebridades proeminentes de Hollywood faziam dele uma religião ´cool´. Mas em que pese a nossos melhores esforços, não conseguimos aceitar que o budismo fosse verdadeiro”, explica Misty.

Ela e seu marido tinham aceitado a lógica da postura pró-vida poucos anos antes. “Inclusive quando era atéia via que se tratava de um tema de direitos humanos. Então nos perturbou escutar a uma budista que dizia respeitar toda a vida mas nos descreveu como ajudava em abortos”.

Um budismo de moral relativista

O budismo oferecia uma moral relativista: “tal coisa só é má se for má para ti”. “Isto não nos encaixava: ou o aborto é mau em todos os casos porque tira uma vida humana, ou não é mau nunca. A idéia de que a moralidade de uma ação se baseia no que eu quero que seja bom ou mau parecia simplesmente um self-service ridículo. Estremecia-nos imaginar um mundo no qual as pessoas decidissem por si mesmas se matar, roubar ou mentir está bem ou mal”.

Também, no centro budista de seu bairro, quando traziam algum mestre importante, cobravam várias centenas de dólares por um retiro espiritual de poucos dias. “A sabedoria de seus santos viventes vinha no geral com um preço caro na etiqueta”. Para o marido de Misty isto era um argumento eliminatário: a sabedoria, a verdade, também devia ser acessível aos pobres.

Para Misty não lhe convencia o Mais Além budista. Inclusive se alguém é um budista muito virtuoso e purificado, ao final a recompensa consiste em renunciar a todo “eu” ao entrar no Nirvana. Para isso podem ser necessárias muitas reencarnações… onde tampouco se mantém teu “eu”, tua pessoa. No cristianismo, o indivíduo mantém seu “eu”, sua personalidade e individualidade, seu ser Pedro ou Susana, inclusive em união com Deus. No budismo, tudo isso (ou melhor, a pessoa) desaparece. “Pensava nas pessoas que eu amava e me parecia terrível imaginar que o que lhes faz ser quem são -sua alma- desapareceria”. Não era atrativo.

Um mormóm que amava Cristo

Misty, grande amante de café, fazia piadas a respeito do Mormonismo, que proibe esta substância por criar certo grau de dependência. Mas convidaram uma família mórmon para comer em casa. “Depois dos budistas, era um plazer poder voltar a servir carne”, disse Misty. Atraíam-lhes por seu sentido de comunidade e sua defesa da vida e da familia.

O pai daquela família mórmon foi a primeira pessoa que lhes falou de Jesus Cristo com paixão, com um amor palpável por Ele.

“Tinha uma relação pessoal com Jesus. Era como ler sobre Abraham Lincoln toda tua vida e descobrir de repente que está vivo ainda, de verdade, e que pessoas que conheces são seus amigos”, explica Misty. Assim “foi um mormón que nos fez dar conta de que a chave era Jesus”.

Misty e seu marido, no entanto, tinham lido muito sobre a história de Joseph Smith e a fundação do mormonismo. Não podiam aceitar que Smith fosse de verdade um profeta de Deus.

Católicos tíbios, evangélicos entusiastas

Decidiram buscar entre os amigos de Jesus: os protestantes. E os católicos? Misty tinha uma companheira de trabalho católica que ia à Missa todo domingo mas dizia que “não necessito crer em todas essas coisas sobre Jesus; eu gosto da idéia de que Deus veio para viver conosco mas não me importa se aconteceu de verdade ou não”. Conheciam dois jovens católicos que se eram respeitosos com sua fé, mas muito silenciosos, não falavam disso.

Em troca os evangélicos que conheciam eram entusiastas, lhes convidavam para eventos, lhes acompanhavam e acolhiam enquanto cruzavam a porta de seus locais e antes. Pelo contrário, mesmo decidindo ir várias vezes à Missas católicas, nunca ninguém na Missa lhes recebeu, lhes acolheu nem se apresentou para saudar-lhes. “De fato, uma vez que nos aproximamos de um sacerdote para perguntar se podíamos fazer-lhe perguntas sobre a fé nos disse, grunindo: ´chamai a Diocese´”, recorda Misty.

Em Fairfax, Virgínia, viveram pela primeira vez o que era uma Páscoa vibrante, intensa, numa congregação evangélica “ardente” (que, detalha Misty, hoje abandonei a Igreja Episcopal). “Sentias-te como num concerto de rock, era gente alegre por ser cristã”, reconhece.

Cada pastor, uma doutrina diferente

Grande sentido de comunidade, como os mórmons. Mas, e a doutrina? Convidaram para ceiar muitos pastores diferentes… e cada um ensinava uma doutrina distinta, mesmo todos dizendo estarem “baseados na Bíblia”. Um pastor episcopal lhes dizia que o aborto nunca é aceitável; outro lhes dizia que às vezes sim. O mesmo com a ordenação de mulheres, o matrimônio de divorciados, etc…

“Quanto mais líamos a História do Cristianismo, mais nos dávamos conta de que as igrejas protestantes tinham mudado ‘A Verdade’ pelo que fosse culturalmente aceitável em sua época. E se ‘A Verdade’ existia, sabíamos intuitivamente que não se decidia por comitê”.

Católicos, como os primeiros cristãos
Assim passaram a estudar a história do catolicismo. “Lemos que os primeiros católicos, apenas 100 o 200 anos depois de Jesus, já acreditavam na Eucaristia como o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus; acreditavam no batismo de crianças. Na confissão, no purgatório, no inferno. Eram contra o aborto e, sim, também contra a anticoncepção. Vimos que o cânon da Bíblia coletou porque os livros apoiavam a tradição oral da Igreja, e não o contrário”.

Essa consistência histórica, o conservar as doutrinas, lhes levou ao catolicismo apesar dos exemplos pouco inspiradores de católicos que conheciam.

Eles estavam dispostos a seguir ‘A Verdade’ onde estivesse: a raspar a cabeça como os budistas ou mudarem-se para Utah com os mórmons. E descobriram que o catolicismo é exigente: “nunca mais mentir, nunca mais fofocar, ir à Missa todo domingo depois de muitos anos de dedicá-los a dormir, renunciar à anticoncepção pela método natural da fertilidade.”

Fizeram-no, convencidos de que para converter-se a Cristo tinham que converter-se aos ensinamentos de Cristo na Igreja.

“Jesus esteve sempre aqui, conduzindo-nos por este caminho, assegurando que tivéssemos a graça para encontrar a verdade, aceitá-la e viver segundo ela”, conclui Misty. Atualmente vive no Alaska cuidando e educando seus cinco filhos em casa.

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Uma matemática atéia e pró-aborto sente aos 47 anos a Deus em um oratório e muda de Che por Jesus.

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on maio 21, 2012
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Lilian Kirsten

“Dei-me conta de que Deus existia. Ter que enfrentar essa mudança nessa idade não foi fácil”, conta a professora chilena em um vídeo.

ReL – 15 mayo 2012 – religionenlibertad.com

“Aos 47 anos me dei conta de que Deus existia. Ter que enfrentar essa mudança nessa idade não foi fácil”. Assim descreve sua experiência Lilian Kirsten, uma professora de Matemática chilena que se converteu à fé católica ao descobrir que era filha de Deus e que lhe levou à mudar da rebeldia de seu ídolo Che Guevara pela de São José Maria Escrivá, o Fundador do Opus Dei.

Ao relatar sua conversão, a professora descreve como toda sua vida esteve marcada pelo ateísmo militante: suas convicções eram atéias, seu esposo era ateu, todos seus amigos eram ateus. “Todo o espiritual, não existia”, confessa. No entanto, no interior de um oratório que havia procurado ao experimentar o que ela chama um “vazio existencial”, irrompeu nela a conciência da presença do Senhor que lhe transformou a vida e a encheu de felicidade.

Comecei a estudar na década de 70, uma época bastante agitada politicamente. Saíamos com pedras e marchas e muita reunião”, rememora agora na cidade de Concepção. “O Che Guevara era para nós um modelo: era um rebelde que se rebelava contra a injustiça do mundo”.

“Quando penso nessa época, a pessoa humana não tinha nenhum valor. Quando se falava de aborto, essa pessoa para mim não tinha nenhum valor. Além disso, quanto mais pequenininha, menos valor”, revela quando recorda seus anos estudiantis. “Era muito egoísta, muito centrada em mim mesma”, reflete hoje Lilian.

O dogma marxista da luta e conflito não era só algo que escutava e sustentava ela nas aulas mas também algo que vivia na intimidade de seu lar, com seu esposo e seus filhos, situação que levou sua família a viver uma permanente situação de insegurança, angústia e desencontros.

“Havia um desencanto. Fazia muitas coisas mas não encontrava sentido nelas. Eu podia viver majestosamente por fora, mas interiormente tinha uma raiva e um vazio interiores imensos. Estava vivendo muito mal. Então é quando aterrizas e se não tens fé, te vem como um “vazio existencial”.

Um primeiro encontro-desencontro com São José Maria Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei, cuja imagem via nos santinhos que tinham suas alunas durante os exames (“Quem é este senhor, que o têem como algo tão importante?”, se perguntava) conduziu a Lilian, finalmente, a um oratório. Ali, de joelhos, e pela primeira vez,…

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«Eu era ateu, estava no cárcere da KGB em Kiev, vi um facho de luz e então entendi tudo»

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on maio 14, 2012
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Myroslav Marynovych, preso 10 anos por «propaganda anti-soviética»

 

A conversão de quem hoje é vice-reitor da Universidade Católica da Ucrânia tem os traços de lucidez quase febril de um relato de Dostoyevsky. Mas Marynovych nunca foi um desequilibrado como Raskólnikov. Ao contrário, ateu, era dissidente por sua grande exigência moral.

Pablo J. Ginés/ReL – 9 maio 2012 – www.religionenlibertad.com

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Myroslav Marynovych hoje é vice-reitor da Universidade Católica da Ucrânia. No convulso panorama político ucraniano este não é na atualidade um cargo cômodo, mas alguém como ele, que passou 7 anos em campos de trabalho comunistas e outros três deportado ao Casaquistão, não se intimida fácilmente.

Inclusive, em parte, desejou isso por anos, porque a ele, que era ateu e cético, Deus se revelou no cárcere e no gulag.

Neto de sacerdote, porém ateu

“Minha família era religiosa”, nos explica em um descanso durante o EncontroMadri, a grande cidade de ‘Comunhão e Libertação’ na Espanha.

“Meu avô materno foi sacerdote greco-católico e minha mãe criou em casa uma atmosfera de fé simples e limpa, sem fanatismo algum. Ela desejava que eu fosse crente, mas não me pressionava.

Eu assumi o ceticismo ateu em minha juventude, mesmo mantendo respeito com as pessoas religiosas. Não sentia nenhuma necessidade de Deus, vivia bem sim Ele. Porém tinha claro que existia o bem e o mal e uns valores muito firmes, e o tema da gravidade moral sempre tive presente”.

Desta exigência moral chegou seu compromisso com a dissidência e os direitos humanos… o que lhe levaria ao cárcere.

“Sentia que os valores do comunismo eram muito elevados na teoria, mas depois na vida real sempre resultavam feíssimos. Isso suscitou muitas perguntas em mim… e vi que tudo no sistema comunista era falso”, detalha.

“Tinha 20 anos e perder a auto-estima nessa idade pode deixar vazia toda tua vida. Tinha afinidade pessoal pelos perseguidos e um forte sentido de solidariedade para eles. O regime pedia total lealdade, não bastava que amasses pela metade. Na KGB me disseram bem claro: “se não estás conosco, estás contra nós”. Assim que lhes respondi: “valeu, pois estou contra vós”.

Os dissidentes do grupo de Helsinki

Foi fundador de ‘Helsinki Watch’ na Ucrânia. Em 1977 foi encarcerado e depois deportado. “Eram os anos 70, e o presidente Carter dos Estados Unidos tinha tirado o tema dos direitos humanos do âmbito filosófico e o estava levando à política internacional. Aquilo o acolhemos muitos com entusiasmo.

Em Helsinki, em 1965, os países da OSCE, incluindo a URSS, firmaram um compromisso que falaba inclusive de liberdade religiosa e de livre circulação de idéias!

Na União Soviética criamos 5 grupos de “seguimento de Helsinki”. Em 1976 dez dissidentes ucranianos difundiram através de publicações do Ocidente e jornalistas ocidentais, as violações na Ucrânia contra o pacto de Helsinki.

Difundimos os nomes de poetas e escritores presos e pedimos que os libertassem. Não tínhamos ilusões: sabíamos que também nos prenderiam”.

E assim sucedeu: a policia secreta os buscou um a um e os deteve.

“A KGB nos sentenciou por, tecnicamente, difundir propaganda anti-soviética para minar a estabilidade do sistema´. Desses dez dissidentes, oito fomos encarcerados e dois foram expulsos.

Declararam-nos “criminosos muito perigosos”. Sentenciaram-me a 12 anos em campos de trabalho e exílio. Cumpria já 10 anos quando chegou a perestroika de Gorbachov. Não houve nem um dia em que me arrependesse do que tinha feito.

A situação na URSS necessitava de kamikazes, pessoas que se sacrificavam para evidenciar o totalitarismo do sistema. Os dissidentes, naquele país que não era livre, atuavam como pessoas livres! Aquilo chocava com tudo.

Facho místico na KGB

“Minha volta a Deus foi inesperada, não buscava. Em obras literárias tinha lido, antes de meu encarceramento, que Deus às vezes vem para prisioneiros como uma resposta ao seu desespero, inclusive como uma resposta intelectual, mas meu caso não foi assim”, especifica.

A narrativa de Marynovych, a partir deste momento, adquire uma lucidez brilhante, quase doentia, que alguém percebe nos escritos de Dostoyevsky quando disseca a alma humana. O que no escritor russo encontramos como literatura, em Marynovych acontece na carne.

“Acabavam de me interrogar na KGB de Kiev, e me tinham devolvido à cela. Ia agitado de parede a parede, refletindo sobre várias questões intelectuais. Entre elas, pensava na unificação da humanidade, em como todos os homens poderiam estar unidos no espiritual.

E então, de repente, vi como um facho de luz. Durante três dias meu estado nessa prisão foi muito estranho: comia, bebia, me asseava, me barbeava…

Mas não entendia, nem ouvia nem respondia ao que alguém me dissesse. Ao terceiro dia ouvi um repicar de sinos. E falei. Perguntei ao meu companheiro de cela: “O que é isso? São os sinos da igreja de São Vladimir de Kiev as que soam?”

Ele me disse: “Menos mal, por fim ouves”. Entendi então que fazia três días que estava sem reagir diante de nada. Nesse momento senti como se se desenrolasse um rolo em meu interior, despregando muita informação, e de repente entendi muitas coisas bíblicas, momentos que conhecia isolados mas agora unia em uma nova cosmovisão.

Senti que já entendia isso, que já o via unido. Desde esse dia, fui outra pessoa, agora religiosa”.

Isso é proibido e uma voz: «reza!»

“Houve outro momento muito especial, que sucedeu dois anos depois, desta vez já no campo de trabalho. Tinha estado dois dias sem comer, em greve de fome reclamando meu direito de levar uma cruzinha.

Tinham arrancado a que tinha. Ao terceiro dia veio um oficial à minha cela e me disse: “de acordo, lhe devolverei sua cruzinha, mas depois de passar 15 dias na cela do castigo”. Para mim era uma grande vitória moral e voltei a comer”.

“Depois, passeei pela cela, dando voltas, pensando em coisas filosóficas. De repente, notei que em minha mente tinha uma fórmula filosófica simples que explicava o mundo!

Era como pensar que o mundo, com toda sua complexidade, pode explicar-se pela combinação de só 5 elementos, ou como um caleidoscópio, no qual uns poucos cristais geram uma infinidade de disenhos.

Tinha a sensação de que eu podia acessar a esses poucos elementos, podia brincar com eles, prevê-los, brincar com o futuro, compor profecias. E me assustei. Entendi que um homem não deveria acessar esse conhecimento”.

“Senti-me mal, muito fraco, me deitei na caminha de minha cela e comecei a desmaiar.

E então ouvi uma voz potente, em ucraniano, minha língua natal: “Reza!”, disse essa voz. Estava tão fraco, ali deitado, que não podia nem usar as manos para persignar-me, mas me persignei mentalmente… e num instante recobrei as forças e pulei da cama de um salto, perplexo!

A fórmula se tinha apagado completamente de minha mente. Deu-me medo e me deixou a sensação de ter sabido algo proibido, e senti agradecimento porque se apagou”.

Desde então, a pergunta de que ‘Deus existe’, para mim, já não tem sentido, devido ao fato de que o senti tão forte. Hoje sei que sou um pecador, que deixo de cumprir muitas virtudes, mas precisamente sei que isso são transgressões.

Para mim é importante que o mundo em geral e a civilização européia em particular entenda que estão omitindo a busca da verdade, e que dizendo que querem proteger a liberdade, na realidade muitas vezes danam essa liberdade”.

Inglaterra hoje, como a URSS?

“Choca-me agora o caso da Inglaterra, onde os tribunais dissem que podem despedir a alguém por levar uma cruzinha ao pescoço”, continua este acadêmico.

“Eu, que no cárcere comunista defendi minha cruzinha e pensava no Ocidente como um lugar de tolerância. Em seu momento, a Ilustração lutou contra o monopólio da Igreja e lhe retirou certas funções que não lhe eram próprias, fazendo-lhe voltar à sua missão espiritual.

Mas agora a Igreja é quase perseguida no Ocidente e o monopólio do público concedeu-lhe cosmovisões anti-religiosas. Esse monopólio é tão daninho como o anterior”.

Marynovych admite certa nostalgia da prisão, mais concretamente, da espiritualidade daqueles dias no campo de trabalho.

“No gulag, não nos permitiam nenhuma prática religiosa, era proibido ter bíblia. Passei 15 dias de greve de fome para pedir que me deixassem ter uma bíblia. Não o consegui. Até nos censuravam as cartas que nos mandavam com versículos bíblicos.

O Espírito Santo circulava pela “prisão”. Como não tínhamos acesso ao culto litúrgico, uma pessoa religiosa se concentrava numa conciência profunda de Deus.

Não tinha comunidade cristã com a qual adorar, assim que a alma fazia do sofrimento cotidiano seu templo. Dar a outra face, amar os teus guardas desapiedados e cínicos… era nosso culto.

Não há melhor lugar para o sentimento cristão que esses campos de trabalho! Não tinha sacerdotes que te pudessem dar alento. Estavas a sós diante de Deus. Que dias benditos aqueles! Que bênção para os que passavam a provação com êxito!

Podia ver com novos olhos a promessa de Cristo: bem-aventurados os perseguidos! Saber que estavas condenado só pela verdade consagrava e enchia de significado cada dia na prisão. Era um apoio sublime, mas só ao sair da prisão o entendi. Aqui fora tens de justificar tua existância com obras”.

“Hoje vivo uma tensão entre a fé pura e os rituais. Na prisão não tinha vida ritual e minha fé era toda mística, espiritualidade. Aceito os rituais, a liturgia de minha tradição greco-católica.

Nos domingos vou à missa greco-católica. Mas houve uma época em que eu acusava minha mãe de ter uma religião com demasiado ritual.

Eu queria espiritualizar a minha mãe. Ela me disse: “conceda-me a possibilidade de crer à minha maneira, e não à tua”. Sua simplicidade me chocou e não mais pretendo impor minha visão aos demais”.

Cristãos, corrupção e consumismo

“Os valores culturais cristãos chocam com a sociedade ucraniana de hoje. Recordo que um estudante escreveu uma magnífica tese sobre a doutrina social da Igreja, com muito êxito.

Dois meses depois, o encontro na rua e me disse: “fui pedir trabalho em tal lugar e me disseram que se pagasse 2.000 dólares o lugar era meu”. Suborno! Choque de valores.

Muitos hoje perderam a fé e a esperança. Creem em Deus, mas vão à Igreja e dizem ao Senhor: “bom, já vistes, isto é assim, não posso mudar em nada”. Não têm esperança! Talvez antes, mesmo que houvesse mais pobreza econômica, tinha mais limpeza moral.

A Ucrânia não é pior nem melhor que outras nações, mas o que mais me dói é ver que não creem que a mudança é possível, que não creem que possam melhorar. Sem esta esperança nas pessoas, os políticos seguirão sendo todo-poderosos”.

“Na Universidade Católica olhamos com reserva para todas as ideologias. Somos acadêmicos, não tomamos partido. Mas o país está preso nessas ideologias.

Uns são de ideologia quase comunista; outros de um nacionalismo ideológico; outros, ideólogos liberais… e todos eles suspeitam de nós, da universidade católica, porque não somos dos seus. O pior é que inclusive há quem tem até uma ideologia eclesiástica!”

“O sistema comunista mudou a moral absoluta cristã pela bolchevique, que dizia: “a moral é tudo aquilo que é útil para o proletariado”.

Ao cair o Muro e a União Soviética, nos encontramos com o dogma da moral pós-moderna que diz: “a moral é só o que é útil para mim”. Como universidade católica promovemos a restauração dos valores autênticos.

É uma provocação para muitos pós-comunistas que hoje têm cargos na administração pública e apoiam a desordem presente, que querem que a desordem dure sempre porque lhes beneficia. A universidade, por exemplo, é “zona livre de corrupção” num sistema quase totalmente corrupto.

É uma bênção do Senhor trabalhar num lugar onde se respeita a dignidade humana, mas em breve poderá precisar da solidariedade dos cristãos ocidentais para defender-nos de quem quiser nos intimidar”.

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A conversão impressionante de Fabio McNamara, ícone dos anos oitenta, “Eu sou um milagre vivo ‘

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on maio 7, 2012
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Entrevista a Gonzalo Altozano

O programa de TV “Não é bom que Deus esteja só” recolheu o testemunho de sua despedida à droga e ao diabo. Hoje valoriza acima de tudo, o estar na graça de Deus.

C.L. / ReL – 07 de maio de 2012

Neste domingo, fiel à sua hora na TV Intereconomía às 21,30, o programa “Não é bom que Deus só” é aberto com imagens de mais de trinta anos atrás: Fabio McNamara e Pedro Almodóvar provocavam no cenário, com ar travestido, animando uma das noites de Madri da década de oitenta.

Na cena seguinte, Fabio, chegando aos 55 anos, abre a porta para Gonzalo Altozano no estúdio, onde vive hoje dedicado à pintura (religiosa e secular), para explicar como ele se converteu e como é a sua vida presente de amizade com Deus.

“A verdadeira beleza do rosto de Jesus nunca consegui plasmar, mas quero conseguir alguma vez”, ele explica para introduzir-nos na abundância de suas pinturas de Cristo e da Virgem: “Eu faço arte, e arte que eu tenho Deus me dá, porque antes de pintar peço a Jesus Cristo ea Virgem que me abençoe e conceda-me a imaginação. ” “A arte vem de Deus, porque Deus criou a beleza”, conclui.

Sua lucidez é tão absoluta que fala sobre religião com a precisão conceitual e terminológica de um teólogo, porém vê-se que muito castigado fisicamente pelos seus anos no inferno das drogas: “Estive não perdido, mas perdidíssimo, quatro vezes entrei nas drogas, duas vezes a ponto de morrer por causa de três doenças crônicas incuráveis. Eu sou um milagre vivo. “

Um milagre que tem uma explicação: as orações de sua mãe. “Dizia ao padre Molina:… Tenho um filho que não tem solução, está metidíssimo nas drogas. E o padre lhe dizia: Você ore por ele, que ele vai voltar. E voltei. A oração pode tudo”, conta. E quando perguntado por Altozano o que é a conversão, tem claro: “É um presente que Deus dá a quem Ele quer, mas também a quem a trabalha. Por que alguns sim e outros não? … Eu sou uma criatura sua, mas seus desígnios eu não os conheço. “

Fabio frequenta habitualmente o oratório popular do “Cavalheiro de Graça”, na Grande Avenida madrilenha, onde Padre Máximo é o seu confessor: “Eu devo ser muito bom porque sempre me perdoa”, ele brinca. Ali faz uma hora por dia de adoração eucarística, reza o santo rosário e participa da missa e recebe a Comunhão: “. De joelhos e na boca, como deve ser”

E isso está ligado a essa igreja por razões que fica na dúvida se conta ou não: “. É uma coisa um pouquinho forte”. Ele hesita, mas no fim vai às más recordações de uma vida que entregava à Satanás, porque “estava sem o Senhor, isto é, com o diabo, não há meio-termo”: “Diante dali paravam os carros onde se compravam as drogas. Ia comprá-la, via a igreja, e às vezes entrava um minuto para rezar e dizer ao Senhor: Por favor, me leve para fora deste inferno “.

Na graça de Deus

Para o antigo companheiro de aventuras no Alasca, Almodovar nos tempos da Rockola, a vida hoje tem um sentido muito diferente: estar na graça de Deus. “Por estar na graça de Deus faço o que for, até mesmo chafurdar em um chão repleto de cacos de vidro. Estar na graça de Deus é saber porque estamos aqui, que esta vida tem um sentido. É ser feliz, encontrar o amor puro e ter a segurança que não vamos ir para o inferno eternamente. “

McNamara insiste muito nesta verdade, e se queixa de que alguns sacerdotes nunca lembram os seus fiéis “que nem todos são salvos, e que o inferno existe”: “Devemos dizer a verdade às pessoas.”

Quando Fabio comunga, é o melhor momento do dia: “A comunhão é Deus que se coloca dentro de você, o ato mais sublime, grandioso e trancedental que pode fazer ao homem… mas para isso te que estar na graça. O mais importante do mundo é estar na graça de Deus. ” Ele acrescenta uma bela reflexão espiritual, razão do seu duplo amor que inspira o seu pincel: “Ao comungar recebemos também a Maria, porque Jesus Cristo tem o mesmo sangue da Virgem”.

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“Disse-te já e te repito: não posso doar uma vez mais meu Filho predileto para demostrar aos homens meu amor! Agora é para amá-los e para que conheçam este amor que Eu venho no meio deles, tomando o seu aspecto e semelhança, e a pobreza.”

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on maio 5, 2012
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A Mensagem do Pai
1o Fascículo parte A – 1o de Julho de 1932
Festa do Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eis aqui finalmente o dia para sempre bendito da promessa do Pai Celestial!
Hoje terminam os longos dias de preparação e me sinto perto, muito perto da chegada do Meu Pai e Pai de todos os homens.

Alguns minutos de oração e depois todas as alegrias espirituais! Tenho sede de ouvi-lo e de vê-lo!
Meu coração arde de amor e se abre com uma confiança tão grande que podia constatar que até agora não havia confiado tanto em ninguém.

Pensar em meu Pai me lançava numa louca alegria.
Finalmente cânticos começam a ouvir-se. Alguns anjos vem e me anunciam a feliz chegada! Seus cantos são tão belos que me propus transcrevê-los quando fosse possível.

Esta harmonia cessou por um instante e eis aqui o cortejo dos eleitos, de querubins e de serafins, com Deus nosso Criador, Pai Nosso.
Prostrada, com o rosto no solo, fundida em meu nada, recitei o Magníficat. Em seguida o Pai me disse que me sentasse con Ele para escrever o que havia decidido dizer aos homens.

Toda a corte que o havia acompanhado desapareceu. O Pai ficou só comigo e antes de sentar-se me disse:
“Disse-te já e te repito: não posso doar uma vez mais meu Filho predileto para demostrar aos homens meu amor! Agora é para amá-los e para que conheçam este amor que Eu venho no meio deles, tomando o seu aspecto e semelhança, e a pobreza.

Olha, ponho no chão minha coroa e toda minha glória para tomar a atitude de um homem comum!”
Depois de ter tomado a atitude de um homem comum pondo sua coroa e sua glória a seus pés, pôs o globo do mundo sobre seu coração, sustentando-o com a mão esquerda, e se sentou junto a mim. Pude só dizer algumas palavras, já seja sobre sua chegada e sobre a atitude que se dignou assumir, já seja sobre seu amor!

Em minha ignorância não encontro palavras para expressar o que Ele me fez entender.
“Paz e salvação, disse-o, para esta casa e para o mundo inteiro! Que minha potência, meu amor e meu Espírito Santo toquem os corações dos homens, para que toda a humanidade se encaminhe para a salvação e venha para seu Pai, que a busca para amá-la e salvá-la!

Que meu Vigário Pio XI compreenda que estes dias são dias de salvação e de bênçãos. Que não se deixe escapar a oportunidade de chamar a atenção dos filhos para o Pai, que vem para dar-lhes o bem nesta vida e para preparar-lhes a felicidade eterna.
Escolhi este dia para iniciar minha obra entre os homens porque é a festa do Sangue Precioso de meu filho Jesus. Tenho a intenção de banhar com este sangue a obra que estou iniciando, para que dê grandes frutos para a humanidade inteira”.

 

Mensagens dada à Madre Eugenia Ravasio 

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O tamanho de nossa Cruz é perfeito.

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on abril 29, 2012
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Espiritualmente Genial !!!

Senhor , está muito pesada, vou cortar um pedaço

Senhor, vou cortar só um pedacinho..

Senhor, cortarei mais um pedacinho só…
Eu assim poderei carrega-la melhor…

Senhor, só mais  um pouquinho…

Senhor, obrigada, ficou mais leve…

Ufa, cheguei!

Vamos usar a cruz como uma ponte…

Ahhhhh! é muito pequena a minha cruz, eu não posso atravessar…..

Moral da história:

Nada nesta vida é por acaso !

Muitas vezes queremos nos livrar da “cruz” que nos é dada.

Mas para tudo tem um ‘para quê’ e
um ‘por quê’…

Deus nunca nos manda algo que não possamos suportar…

E se formos abreviar estes caminhos, certamente teremos problemas !

Não é preciso dizer MAIS NADA!!!!

 

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“O esquecimento de Deus e o relativismo são riscos gravíssimos de nosso tempo”.

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on abril 15, 2012
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Radio Vaticano

Aniversários

(RV).- A propósito do iminente aniversário do Santo Padre, nosso diretor geral, o Pe. Federico Lombardi, dedica seu editorial para o semanário “Oitavo Dia” do Centro Televisivo Vaticano, pelos diversos aniversários que temos vivido com Bento XVI.

Oitenta e cinco anos de idade e sete de pontificado. Quando o Cardeal Joseph Ratzinger foi eleito Papa, com idade já avançada, muitos se perguntaram se depois dos anos marcados pela enfermidade de seu grande Predecessor, o pontificado que começava seria intenso e duradouro como se desejaba, e se um teólogo que tinha guiado durante muito tempo um dicastério específicamente doutrinal saberia assumir uma tarefa tão diversa do governo pastoral da Igreja universal.

Nestes sete anos já tivemos vinte e três viajens internacionais a vinte e três países, e vinte e seis viajens pela Itália; assistimos a quatro Sínodos dos Bispos e a três Jornadas Mundiais da Juventude; tivemos três Encíclicas e recebemos inumeráveis alocuções e ações magisteriais; participamos de um Ano paulino e de um Ano sacerdotal; vimos o Papa enfrentar com coragem, humildade e determinação –ou seja, com límpido espírito evangélico– situações difíceis, como a crise que se seguiu aos abusos sexuais.

Lemos –novo e original– sua obra sobre Jesus de Nazaré e seu livro-entrevista “Luz do mundo”. Sobretudo, aprendemos da coerência e constância de seus ensinamentos, que a prioridade de seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar a vida para Deus, o Deus que nos deu a conhecer Jesus Cristo; que a fé e a razão se ajudam reciprocamenteno buscar a verdade e responder as expectativas e as perguntas de cada um de nós e da humanidade em seu conjunto; e que o esquecimento de Deus e o relativismo são riscos gravíssimos de nosso tempo. Por todo isto nos sentimos imensamente agradecidos.

E estamos ainda no caminho com ele: ao Encontro Mundial das Famílias e ao Oriente Médio, ao Sínodo da Nova Evangelização e ao Ano da Fé. Nas mãos de Deus, a serviço de Deus e de sua Igreja.

Traduzido: http://www.radiovaticana.org/spa/Articolo.asp?c=579795

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«A humildade é fundamental para sermos felizes», disse o filósofo Javier Barraca

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on abril 9, 2012
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ReligionenLibertad – 31 marzo 2012

Novo livro do pensador Javier Barraca

 

O pensador espanhol publicou «Viver a humildade» (San Pablo) um ensaio que ajudará a endireitar muitas vidas.

Javier Barraca escreveu vários livros em sua vida. Pensador, filósofo e professor, seu último livro “Viver a humildade” (San Pablo) trata sobre a relação entre humildade e felicidade. ReL lhe entrevistou.

- Comecemos pelo princípio, por que eswcreveu um livro sobre a humildade?

- A verdad é que o motivo nasceu da experiência de sua ausência. Faz já uns anos, comecei a encontrá-la menos, tanto em mim mesmo como nos demais. No meio profissional, o acadêmico e investigador, por exemplo, caímos com frequência numa espécie de soberba desenfreada, que escasseia terrivelmente a humildade. Isso me inquietou, e me levou a indagar esta questão de um modo pessoal.

- Você se crê humilde, de certa forma, dado que escreveu um livro sobre este tema? Perdón pela pergunta tão direto…

-Em absoluto. Mas, se o fosse, provavelmente não seria muito consciente disso, dado que a maior presença no ser humano da humildade, menos parece captá-la em si mesmo: a humildade é humilde para se reconhecer-se como tal. O humilde sabe que tudo, começando pela humildade, é graça. Por isso, o livro é antes de tudo uma homenagem e uma oferenda a quem se destacou no estudo ou na prática desta virtude.

- Continua sendo certo isso de que “humildade é andar na verdade”?

- Sempre, nossa Santa Teresa deu esta chave como certa. De fato, esta é uma das linhas mestras nas quais se aprofunda meu livrinho. Por isso, aqueles que não são humildes focam seu próprio sentido da realidade até cair no absurdo, e com frequência caem no ridículo. Também, por isto, ser uma pessoa humilde não tem nada a ver com ter uma auto-estima baixa nem ser um pusilânime.

- Os soberbos são, então, as primeiras vítimas de sua falta de humildade?

- Efetivamente. Convertem-se a si mesmos em seres ridículos e risíveis, quase cômicos, aos olhos de quem vê sua estúpida atuação (mesmo que ao final se passe do cômico ao trágico, tanto para o próprio orgulhoso como para quem tem a ver com ele).

- Diga-me para que serve a humildade…

- Com um pouquinho mais de humildade, seríamos muito mais felizes e ajudaríamos os outros a sê-lo também. A humildade é fundamental para sermos felizes, pois sem ela tudo nos torna insuficiente e injusto com respeito a nós mesmos, a vida se converte em um tormento sem fim para os soberbos. Porém não é que sirva como um meio, mas a humildade vale devido ao fato de possuir uma beleza imensa.

- Dê-me o maior exemplo de humildade possível ou pensável.

- Deus feito homem.

- De acordo. E um exemplo de humildade simples, cotidiana?
- As crianças. São verdadeiras mestras na humildade. A elas, se dedica o livrinho.

- De que é feita as entranhas da humildade?
- O coração da humildade não é outro que o amor. mas isso é precisamente do que se desenvolve o livrinho.

- Então, você se meteu na boca do lobo: qual é a maior virtude: o amor ou a humildade?
- A caridade, sem dúvida. Porém Santo Tomás ensinou que, enquanto removedora de obstáculos, como o da soberba, a primera virtude é a humildade.

- Como se estrutura seu livro?
- Tem uma parte inicial mais teórica, e outra de aplicação, na que se revela que a humildade resulta vital para a felicidade, a colaboração ou o trabalho de equipe, a vocação pessoal, etc.

- Em chave de humor, qual es o máximo da não humildade?
-Um catedrático de moral que seja um soberbo.

- E o máximo da humildade?
- Se deixa que me repita: Cristo. E, se prefere um de um discípulo seu recente, meu admirado sacerdote Pablo Dominguez, que graças à sua humildade foi sempre uma pessoa cheia de alegria e de felicidade.

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A vida de uma pessoa entregue aos necessitados, especialmente às crianças abandonadas em um momento de crise como a atual.

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on abril 4, 2012
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Os Blogs de ReligionenLibertad.com

Teu sorriso e o carinho de um cigano

Assim escreveu um príncipe eclesiástico, rodeado de bens, a Felipe Neri. As doces lembranças de seus começos no primeiro Oratório deste santo.

José F. Vaqueiro – 31 de março de 2012

Nesta sexta-feira foi lançado em um punhado de salas um bom filme. A vida de uma pessoa entregue aos necessitados, especialmente às crianças abandonadas em um momento de crise como a atual, e em uma cidade em crise, assim como muitas de nosso tempo. Não se falava de crise econômica, prêmio de risco, crise da dívida, mas a pobreza era evidente, mesmo em uma cidade do tamanho de Roma. Eles não sabiam dos sindicatos, das manifestações e confrontos posteriores, como vimos em Barcelona, mas a pilhagem, roubo e corrupção das classes altas eram típicas da atualidade.

No mesmo ano que a nossa amada Teresa de Ávila, nascia em Florença o protagonista deste filme, familiarmente chamado Pippo, Felipe. A Igreja, que dava estabilidade aos tempos anteriores, também estava em crise. Germinando o cisma de Lutero, com suas circunstâncias religiosas, boas e más, e as tensões políticas. Movimentos da contra-reforma, a purificação, renovação e até mesmo rigor espiritual e desprezo das “pessoas comuns” são misturadas com uma sociedade medieval que está morrendo e um renascimento que está impregnando tudo.

Nestes anos, também de grandes missionários que viajam para evangelizar as Índias, reais e as supostas, um dos aspirantes a missionário teve que ficar em Roma. Não há espaço para mais, e lá descobriu uma missão igualmente importante, mas entre as crianças de rua, pobres, ciganos e abandonados. Felipe Neri é o seu nome, embora tenha sido batizado com muitos apelidos: “O Santo da Alegria”, “o menestrel de Deus ‘”, o Segundo Apóstolo de Roma “,” Pippo, o bom “

O filme, fiel à biografia deste grande santo, resume sua vida em uma frase: “Prefiro o paraíso”, e está dando pinceladas desta motivação vital em plena harmonia com a maravilhosa experiência de paraíso na terra. Diante das crianças esquecidas e necessitadas, Felipe dá-lhes seu sorriso, sua alegria, seu canto e dança. Por que estar contra a alegria? Uma das cenas mais tocantes ocorre em frente ao Papa da época, em uma reunião solene com Felipe e suas crianças, rodeados pela gravidade e frieza da nobreza eclesiástica da época. Depois de tocar uma música em latim (diante do Papa se devia cantar em latim), explode a alegria ea espontaneidade das crianças. É feroz alegria, cantando e dançando com a fé?

Esta alegria não está isenta de trabalho, momentos em que você vê a espada ameaçadora a alguns centímetros. “Pedi, explica às suas crianças, e recebereis”. Mesmo no momento seguinte depois de uma recusa ao pedir algumas maçãs, diz “nem sempre funciona.” No entanto, em vez de uma maçã, recebeu muito mais.

Um de seus meninos, já jovem optou por seguir a carreira eclesiástica. E Felipe Neri só repetiu para cada um de seus prejetos: E depois? Bispo?, Cardeal? … O resultado da educação dada por Felipe, seus valores, depois de algum tempo, foi nomeado Bispo (Príncipe Episcopal) de uma diocese rica da França. De lá, com os bens ricos e abundantes, reconhece o seu pai espiritual: “Nada me fez mais feliz do que o carinho de um cigano e seu sorriso.” Sorrir é grátis, por quanto bem reparte.

Podíamos dizer que isso realmente é uma prévia da Páscoa, um exemplo maior de alguém, de modo desinteressado, que deu sua vida pelos homens de sua época, Alguém que amou a todos até o extremo.

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O caminho de Devin Rose: ateu orgulhoso, agnóstico deprimido, protestante duvidoso, católico fervoroso.

Posted by euvimparaquetodostenhamvida on março 26, 2012
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Um testemunho impressionante de conversão

O caminho de Devin Rose: ateu orgulhoso, agnóstico deprimido, protestante duvidoso, católico fervoroso

“Minha inteligência anteriormente confiável falhou completamente, por isso eu enfrentei uma escolha: ou me matar ou tentar acreditar em Deus.”

22 de março, 2012 – Juan Antonio Ruiz LC / ReL -

Devin Rose nasceu em uma família de tradição cristã, com o entendimento de que era apenas no nome. Na verdade, em casa, ele aprendeu que os homens vieram de uma evolução da “lama original.” Assim, não admira que na adolescência, após a obtenção do uso da razão, Devin declarou orgulhosamente incrédulo. Então nasceu um ateu.

Seu estudo na escola ajudou-o ainda mais a encorajar-lhe nessa posição, dada a suposição de consenso amplo de seus colegas neste campo. Mas na faculdade, algo aconteceu. Apesar de ter êxito naquilo que realizava (boas notas, uma noiva bonita, o amor de sua família, um monte de amigos …) havia algo que não funcionava: “Comecei a ser devorado pela ansiedade”, diz ele.

“Eu ficava nervoso em reuniões sociais, em restaurantes, cinema, mesmo durante a aula. Meu estômago agitse agitava e ficava com medo de ter que sair da classe, colocando-me no rdículo na frente de todos. “

Com o tempo, essa ansiedade só aumentou, chegando a verdadeiros ataques de pânico sem motivo aparente. Chegou até desejar a morte: ele, um estudante de honra, com bolsa integral, atleta talentoso e cercado por bons amigos e o amor de sua família.

Diante desta situação, finalmente enfrentou seu ateísmo, que agora era sinônimo de desespero: “A fina camada do conforto, da prosperidade e bem-estar geral sempre me protegeram na minha vida para enfrentar as terríveis conclusões existenciais da minha visão de mundo. Um dia, em um inquietante “sonhar acordado” vi diante de mim, de maneira total, a escuridão, uma vazia manifestação viva do meu desespero. “

Em meio a esta dor, foi até sua mãe e abriu sua alma: “Agradeço a Deus agora porque, mesmo no desespero, me deu uma mãe amorosa que eu podia ir em uma situação onde achava que não tinha outra lugar para ir. ” Juntos, eles foram para um psicólogo, outra dificuldade para Devin, que olhava com desdém para as pessoas que iam a uma terapia e então começou a dar resultados.

Mas a evolução era positiva apenas em parte. Na verdade, suas ansiedades ainda estavam lá. Foi quando ele aceitou o seu problema: ele era clinicamente deprimido, uma luta que se lhe apresentava titânica e interminável.

“Eu acreditava que meus problemas eram apenas um produto químico do meu cérebro, mas eu já tinha tentado todas as táticas possíveis para superar a ansiedade e não tinham funcionado. Minha inteligência anteriormente confiável falhou completamente, por isso eu enfrentei uma escolha:. Ou me mato ou trato de acreditar em Deus “

Com essa dicotomia no caminho, o antes ardente ateu se lançou na empresa de acreditar: “Eu sabia que se Deus não existisse, tentar acreditar nele não iria funcionar, pois seria só uma tática a mais no meio da multidão das que havia tentado antes, sem sucesso. E pedir a Deus ajuda, era algo dentro de mim que se rebelava, não tendo nada a perder, eu lhe dou uma chance. ” E assim, depois de muitos anos, Devin lançou seu primeira frase: “Deus, você sabe que eu não acredito em você, mas eu estou com problemas e precisa de ajuda. Se você é real, me ajude. “


Imagem do Blog de Kevin

À princípio, o resultado de suas orações foi nulo, de modo que, ironicamente, havia confirmado seu ateísmo. “Mas quando você está no mar e tudo que você tem é um salva-vidas, ainda que pequeno, é a sua única esperança.” Então eu continuou a orar.

Assim, pouco a pouco, apareceram ligeiros sinais de melhoria. E mesmo dentro do desculpas foram revelados os ateus e queria quebrar essa árvore que começou a crescer, Devin disse que eu deveria lhe dar uma chance à fé. Assim se protegia e continuava sua oração, acompanhada pela leitura da Bíblia.

Seu companheiro de quarto na faculdade era um batista fiel (protestante) e começou a levá-lo em sua igreja todos os domingos. Mesmo sentindo ataques de ansiedade, fazia violência para permanecer nas reuniões e, surpreendentemente, a sua fé começou a se fortalecer e crescer, mas estava imerso em um mar de dúvidas. No final daquele ano, Devin se considerava já, e sem dúvidas, um cristão.


Devin no livro sobre o protestantismo disse que foi nesse momento que Deus se fez presente, “Deus se precipitou e era como nada do que antes pudesse ter experimentado. Ele me deu coragem e força para enfrentar as minhas ansiedades e começar a superá-las [...] Deus me deu esperança de enfrentar o meu desespero, e fé e o amor começaram a curar minhas feridas mais profundas. ” Em outras palavras, ele conheceu o amor de Deus. No final daquele ano, foi batizado na igreja Batista, dando um novo rumo para sua vida.

Mas Deus não parou por aí; queria que Devin se encontrasse definitivamente com Ele dentro da Igreja Católica. Desde o início nasceu a pergunta por que havia tantas divisões e denominações dentro do Cristianismo. Assim o fez notar a Matt, um bom amigo seu Batista, considerado um líder entre seu grupo. Mas ele não soube responder.

Seu desejo pela verdade roía a alma e não lhe deixava em paz ver as diferenças entre as pregações cristãs. Procurou a ajuda em sua leitura da Bíblia … porém aí se deu conta que umas confissões o viam de uma maneira um e outros de outra maneira.

A questão subjacente não era simples: quem são realmente guiado pelo Espírito Santo? Porque o Espírito Santo é “o Espírito da Verdade”, e verdade é uma só. Como, então, produzia tantos efeitos?

Depois de muito pensar e de oração, Devin decidiu investigar qual denominação teve a audácia de dizer que era a Igreja que tinha a plenitude da verdade. Sua Igreja Batista certamente não disse, porém os católicos, ortodoxos e os mórmons o fizeram. Espantado com os resultados e com muito medo, começou a investigar a Igreja Católica.

Durante muito tempo debateu com amigos protestantes, fazendo todo o possível para não se tornar católico. Mas quanto mais estudava, mais se dá conta da autenticidade da Igreja. E assim, depois de receber uma boa catequese, foi recebido na Igreja na Páscoa de 2001, cerimônia da qual participaram alguns de seus amigos protestantes.

Hoje, após dez anos de Católico, Devin só pode ver com gratidão o caminho percorrido: “Meu “Caminho à Roma”começou com o risco de que Deus fosse real. Continuou com a descoberta de que ele me amava e que era digno de minha confiança. Hoje posso dizer que, depois de viver a fé católica por dez anos, a minha confiança em Cristo e Sua Igreja tornou-se cada vez mais forte. “

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FONTE: http://www.religionenlibertad.com

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